Reajustes abaixo da inflação: o que seu salário compra hoje?

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por Renata Vilela

Com o aumento da inflação e a estagnação do salário mínimo, trabalhadores têm poder de compra cada vez mais limitado.

O salário de cada trabalhador tem comprado menos produtos. Com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e do Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), reportagem da Folha de S.Paulo aponta que mais da metade das negociações entre trabalhadores e empresas fechadas tiveram em abril reajustes menores do que a inflação acumulada em um ano.

Enquanto os acordos das categorias profissionais com data-base em abril tiveram reajuste de 5,6%, em média, a inflação medida pelo IPCA ficou em 6,9%. Segundo o Dieese, um prejuízo de 0,57% no salário dos trabalhadores.

O movimento coincide com aumentos que impactam fortemente as famílias. Analisando os mesmos doze meses, houve aumento expressivo da cesta básica. De acordo com o Dieese, os aumentos variaram 33,3% em Brasília; 26,28% em Campo Grande e 22,82% em Porto Alegre.

Na esteira dos aumentos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê em todo o País alta de 13% na conta de luz este ano em relação a 2020. No mesmo sentido, o gás de cozinha aumentou 8,3% em 2020 segundo o Dieese.

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