Reajustes ficam abaixo da inflação em 41% das negociações em 2022

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O resultado da negociações salariais foi um pouco melhor em abril, segundo o Dieese, mas o desempenho no ano mostra que 40,8% dos reajustes ficaram abaixo da variação do INPC-IBGE. Do total de acordos, 31,6% tiveram índices equivalentes ao da inflação e 27,6% ficaram acima. Apesar de um ligeiro avanço sobre março, o mês passado teve a menor proporção de reajustes com ganho real neste ano e a segunda menor nos últimos 15 meses.

De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira (24), que ainda pode sofrer alterações, de janeiro a abril o comércio teve reajustes iguais ou acima da inflação em 67% dos acordos. Na indústria, foram 64%, embora com mais aumentos reais (29,4%). Já o setor de serviços teve 45,1% abaixo e 29,8% acima do INPC.

Abaixo do necessário

Apenas no mês passado, de 163 casos analisados, 54% tiveram reajustes maiores (8%) ou equivalentes (46%) à variação do indicador usado como referência em negociações salariais. “Esses dados preliminares praticamente repetem os da data-base março, quando 53,7% das negociações conseguiram reajustes iguais ou superiores ao INPC”, diz o Dieese. “Por outro lado, o percentual de reajustes abaixo da inflação segue em alto patamar (46% do total, em abril).”

Também no mês passado, a variação real média dos reajustes foi de -0,76%. Nos últimos 15 meses, essa variação foi negativa em todas. A inflação crescente segue sendo um desafio. Se em abril o índice necessário para repor perdas era de 11,73%, agora em maio o INPC acumulado subiu para 12,47%. “Os reajustes abaixo do INPC-IBGE de abril foram, em média, equivalentes a apenas 83% do valor necessário para a recomposição plena dos salários”, informa o Dieese em seu boletim.

O valor médio dos pisos, neste ano, é de R$ 1.414,77 – 16,7% acima do salário mínimo atual. O maior valor médio é do comércio (R$ 1.481,54) e o menor, da indústria (R$ 1.380,19).

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