Rita Serrano: “Benefícios sociais precisam ser mantidos e até mesmo ampliados”

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O papel de Bancos Públicos brasileiros durante a pandemia do coronavírus foi tema da live promovida pelo Sindicato dos Bancários do ABC nesta quarta-feira (10), no Facebook. Durante a discussão, a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, falou sobre a importância de manter os benefícios sociais.

De acordo com Rita, o Governo Federal não tem compromisso com a população e, para ela, a prova disso é a fala ministro da Economia, Paulo Guedes, em cortar o auxílio emergencial pela metade.

“Esses R$ 600 não são suficientes para uma pessoa sobreviver. Nem com um salário mínimo a pessoa consegue, tem dificuldade. Imagina ser R$ 300? É cruel, vai deixar as pessoas à míngua”, disse.

A representante dos empregados lembrou ainda que o auxílio emergencial está sendo adotado em vários países do mundo, inclusive inspirado no programa Bolsa Família.

Empreendedores

Rita alertou que o crédito bancário não está chegando para quem realmente precisa. Entretanto, explicou que isso acontece porque os bancos querem se proteger da inadimplência.

Questionada como essa situação poderia ser resolvida, disse que o governo e o Tesouro Nacional precisam assumir parte desse risco. “Também tem que mudar os critérios com relação aos empréstimos porque nem sempre as empresas cumprem todos os requisitos para a tomada de crédito”, acrescentou.

A representante dos empregados também afirmou que os pequenos empresários vão quebrar se o dinheiro não chegar para eles. “Isso depende de uma política de governo e os bancos privados não podem ficar de fora disso”.

Sobre o futuro da Caixa e do Banco do Brasil, Rita disse que tudo depende da sociedade brasileira.

“A sociedade brasileira precisa parar pra pensar no modelo de Estado que ela quer, porque o que está aí é um modelo destruidor”, alertou ela, frisando que foram destruídas conquistas que levaram anos para alcançar.

FONTE: PORTAL Reconta aí. por Tarsila Braga

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