Segundo plano

316


Para o economista Firmo de Castro, deputado constituinte em 1988 e autor do projeto de lei que criou os fundos constitucionais, a medida reflete priorização da agenda nacional em detrimento da redução das desigualdades regionais.


 


O presidente do Conselho Regional de Economia (CRC-CE), Lauro Chaves Neto, concorda e diz que um congelamento pode significar o engessamento da política de financiamento do BNB. “Juro é o preço do dinheiro e nunca deve ser congelado porque depende de uma série de fatores que variam ao longo do tempo. Se a inflação cair e a Selic tiver quedas ainda maiores, por que não podemos melhorar o ambiente de negócios aqui?”.


 


O economista José Maria Porto lembra, no entanto, que a taxa de juros do FNE continuará sendo mais atraente que a do BNDES por ter mais prazo, bônus de 15% de adimplência e um custo menor. Também continuará sendo menos onerosa que a dos demais bancos que possuem juros bem acima da Selic. “Mas não deixa de ser um momento infeliz para este anúncio”.


 


Procurado, o BNB não tratou do congelamento, mas ressaltou a redução. Considerando investimento, giro e custeio, a queda média foi de 0,52%. “O acesso aos recursos do Fundo com taxas reduzidas representa um potencial dinamizador para a economia regional”, disse em nota.


 


O BNDES também passa por mudanças, com substituição da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP) nos empréstimos firmados a partir de janeiro do próximo ano. A mudança vai encarecer o financiamento de projetos. Por um lado, isso significa que o Governo vai injetar menos dinheiro nos empréstimos, com menor impacto nas contas públicas. Por outro, o empresário vai pagar mais pelo recurso.


 


Source: SAIU NA IMPRENSA – 500

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comentário
Seu nome