Taxação dos Bilionários: Uma Chamada Global à Responsabilidade Social

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O Brasil está no epicentro de uma transformação econômica, conforme indica o Relatório Global Wealth Report do UBS. O número de milionários saltou de 293 mil para 413 mil em apenas um ano (2021-2022), e as projeções apontam para um crescimento contínuo, estimando um aumento de 91% no número de novos milionários até 2027, totalizando 788 mil.

No entanto, em meio a esse panorama de prosperidade individual, um grupo de mais de 250 bilionários e milionários de 17 países decidiu dar um passo à frente. Reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, esses titãs da fortuna divulgaram uma carta conjunta, expressando sua disposição em serem taxados. Sob o lema “Proud to Pay” (Orgulhosos de Pagar), o documento destaca a urgência de combater as desigualdades econômicas que se intensificam globalmente.

Surpreendidos pela falta de ação global nos últimos três anos em relação à taxação da riqueza extrema, os signatários argumentam que essa medida não alteraria drasticamente seu padrão de vida, mas representaria uma transformação crucial, convertendo riqueza improdutiva em investimento no futuro democrático comum.

O apelo do grupo ecoa os resultados de uma pesquisa realizada pela Survation, que revelou que 74% dos super-ricos apoiam a ideia de pagar mais impostos. Este apoio visa combater a crise no custo de vida e melhorar os serviços públicos, reconhecendo a importância da contribuição individual para o bem-estar coletivo.

Enquanto essas vozes ecoam em Davos, a Oxfam International trouxe à tona uma realidade alarmante. Durante a iniciativa, a organização revelou que as fortunas dos cinco homens mais ricos do mundo mais do que dobraram desde 2020, enquanto 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres. Esse contraste angustiante destaca a urgência de ações coordenadas para enfrentar as disparidades globais de riqueza.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia (www.bancariosbahia.org.br)

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