1º de maio – Dia Internacional do Trabalhador. Trabalhadores do mundo, uni-vos!

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No Brasil e no mundo, o 1° de maio deste ano tem uma luta maior: a defesa incondicional da vida! A presente situação de crise sanitária exposta pela pandemia do coronavírus tem feito nações e indivíduos mudarem hábitos, rotinas e costumes. Tal realidade denuncia a fragilidade da vida em sociedade, dos sistemas de saúde em todo o mundo, não só nos países de economia dependente, mas também nos considerados centrais da economia do planeta.

No mesmo sentido, pôs por terra o discurso vazio e insustentável, por isso mesmo superado, dos governos e agentes do mercado, que adotam a política de “estado mínimo” (para a classe trabalhadora) que reduz a capacidade de gerar investimentos sociais, como modelo de salvação da lavoura. Não obstante as drásticas consequências, impõe  também uma oportunidade de reflexão sobre os modos de vida, de produção, das relações no ‘mundo do trabalho’ e de um “olhar humano sobre o ser humano”.

Não diferente do mundo, o quadro de pandemia aprofunda no caso do Brasil o quão fundamental são os órgãos e os servidores públicos, bem como todo o conjunto da trabalhadora! Isto porque apresenta sem deixar qualquer dúvida, desmistificando velhos chavões, quem de fato movimenta a economia, quem faz a roda girar, quem constrói a riqueza e quem é explorado. Não é investidor, não é banqueiro, não é burocrata; são os trabalhadores! Seja na área de tecnologia, desenvolvendo em tempo recorde o sistema para pagamento do auxílio emergencial; nos bancos públicos, efetuando o pagamento; nos supermercados; nas estradas, transportando mercadorias; no campo, produzindo alimentos; na limpeza das cidades; na entrega de encomendas; nos balcões das farmácias; nos serviços de saúde – da limpeza ao trabalho nas UTIs.

É nesse contexto de isolamento físico, insegurança e crises – sanitária, econômica e política – que celebramos o dia do trabalhador. Independente da ausência de manifestações sociais, o dia de hoje mantém mais do que nunca a sua importância simbólica e concreta. O maior legado para as relações de trabalho que poderíamos esperar desse momento que enfrentamos talvez seja que todos os trabalhadores se reconheçam como tal e que, como categoria, se organizem e reivindiquem respeito, valorização e condições de trabalho e de remuneração dignas!

A todos os trabalhadores, em especial os que fazem o Banco do Nordeste do Brasil, a nossa gratidão e respeito, hoje e sempre!

Gestão História e Autonomia para lutar: a AFBNB em ação sempre!

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