AFBNB participa de ato contra taxas de juro e autonomia do Banco Central

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Hoje, em todo o país, houve manifestações alertando a população acerca do absurdo e dos efeitos extremamente danosos para o desenvolvimento do País e a vida dos brasileiros que é a taxa de juros praticada no Brasil.

Em Fortaleza, entidades de classe e trabalhadores ocuparam a frente ao Banco Central (BC) para pedir a saída do presidente da instituição e o fim da autonomia do BC para dar fim à excrescência que é uma política monetária em desacordo – nesse caso, totalmente contrária – à política econômica do governo.

A AFBNB esteve presente, representada pelos diretores Assis Araújo e Dorisval de Lima. Assis destacou o papel dos juros na concentração da riqueza, no travamento do desenvolvimento e das condições de sustento do trabalhador. “Nós sabemos que o Brasil é um país que tem uma das maiores concentrações de renda do mundo e isso resulta em parte do rentismo alimentado pelos juros. A atual taxa de juros é uma verdadeira transferência de renda do povo para o grupo de sempre”.

Para Dorisval, as altas taxas de juros retiram recursos de investimentos sociais – saúde, da educação e pesquisa, por exemplo, e transferem para especuladores. “Isso afeta também os bancos públicos que deveriam investir mais na atividade agrícola, nos pequenos negócios, mas a política atual de juros vai na contramão disso, estanca a economia e é uma sangria”.

Para se ter uma ideia, no cartão de crédito, a taxa de juros do crédito rotativo chegou a 409,3% ao ano no fim de 2022, uma verdadeira extorsão legalizada praticada sob as bênçãos do Banco Central.

No atual cenário político-econômico, as ações do presidente do BC vão contra os interesses do país e servem tão somente ao “mercado”, a quem interessa a manutenção de taxas abusivas que mantém os clientes reféns do endividamento.

Por isso, a AFBNB se soma às centrais sindicais, movimentos populares e da sociedade civil e convida a todos os trabalhadores do BNB a se juntarem a essa luta e ecoarem essa pauta tão relevante para todos!

Relembre nota da AFBNB sobre o assunto aqui 

 

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