AFBNB solicita suspensão do sistema de avalição ‘Convergente’ 

559

A AFBNB encaminhou, ontem (dia 4), ofício à presidência do BNB no qual aborda o sistema de avaliação de desempenho – Convergente – em implantação no Banco.
A Associação manifesta o posicionamento contrário à implementação da ferramenta diante da presente situação de pandemia, com a fundamentação de que   fatores relevantes devem ser levados em consideração: a realidade do teletrabalho, condição que não permite a aferição adequada e isonômica, por exemplo, quanto às atividades desempenhadas,  sobretudo pela não disponibilidade integral de sistemas; incompatibilidade de exercício de atribuições (conforme a função ou tipo de atividades realizadas presencialmente), além das próprias adversidades impostas pela realidade da  moléstia em questão, sobretudo decorrentes do acometimento aos próprios funcionários e familiares, não sendo, em muitos casos, previsível o tempo para o pleno restabelecimento e/ou retorno às atividades.

Além desses aspectos, o documento também contempla  contribuições/sugestões apresentadas por associados, iniciativa que terá continuidade na proporção que em chegarem mais proposições.

Confira o teor do ofício na íntegra:

Prezado Presidente,

Vimos apresentar, com base na análise preliminar que fizemos e em questionamentos e observações que nos chegaram da base até o momento, algumas considerações acerca do novo modelo de avaliação de pessoal a ser implementado pelo Banco do Nordeste, denominado Convergente.

De antemão, reforçamos que se tratam de sugestões iniciais a fim de contribuir para o aperfeiçoamento do modelo. Para a AFBNB, a necessidade de melhorias no processo de avaliação é necessária, considerando as inconsistências no atual modelo 360°, no entanto, reiteramos nosso posicionamento contrário à implementação do sistema durante esse período de pandemia, por diversos fatores: pelo fato de parte das equipes estarem em teletrabalho mas sobretudo pela condição adversa já exercida pela doença sobre todos. Segundo dados da Camed, em fevereiro 232 trabalhadores do BNB estavam com Covid e outros 550 tiveram e se recuperaram. Sabemos que esses números podem ser maiores e não incluem familiares, o que sem dúvida também desestabiliza o trabalhador, principalmente diante dos registros ainda crescentes de óbitos no mundo.

Assim, trazemos as seguintes observações:

– O período avaliativo de 3 meses – ¼ do tempo do período avaliativo no modelo anterior – é muito curto para que haja mudanças com resultados positivos. Ao contrário, a pressão do tempo pode acarretar mais estresse e adoecimento físico e mental nos trabalhadores;

– O aumento do peso da avaliação da chefia imediata pode acarretar distorções prejudiciais aos trabalhadores porque, mesmo não sendo orientação da gestão superior, os casos de assédio no Banco reportados à AFBNB não são poucos, em sua grande maioria praticados pelos gestores imediatos.

– A determinação para que o próprio avaliado se auto impute metas no sistema pode ser mais um fator de sobrecarga, uma vez que já estará submetido às metas da unidade.

Diante dessas considerações iniciais, apresentamos as seguintes sugestões:

1. Criar canal para feedback dos trabalhadores acerca do novo modelo;

2. Implantar o novo sistema após o fim da pandemia mundial de coronavírus;

3. Alongar os prazos das metas individuais para cumprimento das tarefas;

4. Possibilitar a participação de um Representante dos Empregados nos Coges;

5. Atualizar os sistemas e/ou melhorar os equipamentos de trabalho;

6. Manter o prazo e/ou período avaliativo mínimo de um ano como já acontece;

7. Melhorar e ampliar novos cursos específicos, e incentivar a capacitação aos grupos de empregados em teletrabalho;

8. Alteração no que diz respeito ao percentual de avaliação da equipe e gestores, sendo mínimo de:
– 30% da avaliação de chefia direta;
– 30% avaliação individual e
– 40٪  Avaliação da equipe

9.       Aplicação de uma etapa anterior de preparação e sensibilização das equipes no sentido de entender a ferramenta enquanto um instrumento de melhoria constante e assim contribuir para resultados positivos para o crescimento profissional e para as unidades.
Certos de sermos atendidos, nos colocamos à disposição para tratar do assunto.

Atenciosamente,

Rita Josina Feitosa da Silva
Diretora-Presidente

1 COMENTÁRIO

  1. Muito oportuno o pedido de suspensão do sistema de avaliação CONVERGENTE, pois quem trabalha nas agências e que sobretudo ocupam a função de CAIXA EXECUTIVO, estão sofrendo nesse período de pandemia em virtude do atendimento reduzido nas agências pressão por agilidade no atendimento dentro do período de 06 horas (JORNADA LABORAL DOS CAIXAS), e também o superior imediato pressiona para que não façamos HORAS EXTRAS, isso têm gerado conflitos e até mesmo ameaças dos chamados gerentes gerais, que usam da “autoridade” do cargo pra que aumentem os casos de “assédio” conforme observados na nota. “assédio no Banco reportados à AFBNB não são poucos, em sua grande maioria praticados pelos gestores imediatos”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comentário
Seu nome