Aumenta o trabalho bancário. Diminui o número de trabalhadores

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Os bancos brasileiros passam por profundas transformações em função dos investimentos bilionários em novas tecnologias além do trabalho remoto e novas formas de gerenciamento e ao invés da redução da jornada, melhorar as condições de trabalho, temos como consequência  uma maior exploração dos trabalhadores o que tem provocado adoecimento e desemprego, enquanto isto os lucros dos bancos continuam exorbitantes.

Os gastos do sistema financeiro brasileiro de 2011 a 2018 com tecnologia alcançou a cifra de R$ 155,4 bilhões, com isso houve uma redução das transações bancárias nas agências que já representava apenas 12 % em 2011, reduzindo ainda mais em 2018 para apenas 5%. Já o Mobile Banking que representava zero % em 2011 em 2018 passou a representar 40 % das transações bancárias. O número de agências bancárias caiu de 23.126 em dezembro de 2014 para 18.684 em dezembro de 2020. https://www.bcb.gov.br/publicacoes/relatorioevolucaosfnano/31122020

O trabalho bancário aumentou, e está presente nas terceirizações, nas seguradoras, nas fintech e até mesmo realizado pelos clientes, entretanto o número de trabalhadores reconhecidos como bancários diminuiu, De 1990 a 2018, houve uma redução do número de trabalhadores na ordem de 38,2% no Brasil, saindo de 732 mil para 453 mil.

De 1990 a 2001, reduziu de 732 mil para 393 mil uma queda de 46,3%. De 2002 a 2012, o número de bancários cresceu de 398 mil para 513 mil, um crescimento de 30,4 %, reflexo da luta dos bancários e da política dos governos Lula/Dilma de fortalecimento e expansão dos bancos públicos, a partir de 2013, nova redução chegando em 2018 a 453 mil.  https://www.bancariosabc.org.br/images/PDF_diversos/livro-qrcode.pdf

Enquanto isto, os bancos cobram taxas abusivas aos clientes, que muitas vezes fazem o trabalho bancário e ainda pagam por algumas operações realizadas. Os bancários explorados, onde são exigidas cumprimento de metas que tem adoecido os trabalhadores e os bancos cada vez mais lucrando em detrimento do sofrimento da população que fica cada vez mais pobre. Só no primeiro semestre de 2022, os quatro maiores bancos, Bradesco, BB, Santander e Itaú, lucraram R$ 51,406 bilhões.

*Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ

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