BNB 68 ANOS – A força do Nordeste

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O Nordeste brasileiro, com sua semiaridez, sempre despertou a atenção dos governantes. Após a grande seca de 1877 foi criada a Comissão Imperial de Inquérito, mais tarde transformada no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Outro flagelo, em 1951, originou a criação do Banco do Nordeste do Brasil, em julho de 1952. Concebido como banco de fomento e desenvolvimento, também atuou como banco rural, industrial e comercial, para enfrentar as desigualdades sociais da Região.

No cumprimento dessa missão, o BNB aliou sua multiplicidade financeira ao estudo do problema nordestino através do seu Departamento de Estudos Econômicos (Etene), notabilizando-se entre os bancos de desenvolvimento regional da América Latina.
Sua fonte de recursos inicial, o Fundo de Socorro às Secas, provinha da Constituição de 1946. Posteriormente, incentivos fiscais como Finor, PIN, e Proterra foram incorporados, mas não eram estáveis. A Constituição de 1988 criou os fundos constitucionais de financiamento para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que trouxeram estabilidade à destinação dos recursos.

Fiel à sua missão, o BNB apresenta números inquestionáveis. Em 2018, por exemplo, aplicação de R$ 41,4 bilhões, sendo R$ 30 bi de FNE e lucro líquido de 725,5 milhões; 2019/Aplicação de 42,2 bilhões, R$ 29,6 bilhões de FNE e lucro líquido de R$ 1,73 bilhão. Além disso, o Crediamigo é o maior programa de microcrédito da América do Sul. Tais números representam pessoas físicas e jurídicas de pequeno, médio e grande porte, do Nordeste e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Certificado com nota máxima em índice de governança pelo Ministério da Economia, o BNB tem melhor performance entre os bancos brasileiros, segundo a revista The Banker, pertencente ao jornal The Financial Times.

Por tudo isso, todo o complexo benebeano, e também as classes política e empresarial do País, devem defender, de forma decisiva e permanente, o BNB e suas fontes de recursos. Nós, aposentados, podemos, com muito orgulho, dizer salve o BNB, pelos seus 68 anos de trabalho e de transformação do Nordeste brasileiro.

JOSÉ EDSON BRAGA
PRESIDENTE DA AABNB

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