Concorrência interna: Por isonomia de tratamento já!

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Uma bandeira histórica dentre as várias que a AFBNB tem defendido ao longo de anos é o princípio elementar e constitucional da isonomia de tratamento. A Associação prima por esse direito por defender que os trabalhadores, no caso os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), devem ser considerados iguais, como de fato o são, em todo o polígono, compreendendo este como sendo a toda a área de atuação BNB.


Nesta perspectiva, em todos os momentos das suas lutas, a Associação sempre expôs situações em que esse princípio não foi observado, e por isso mesmo reivindicado às sucessivas gestões do Banco a devida reparação. Isto, tanto quanto às condições de trabalho, principalmente nas agências – sob todos os aspectos instalações, tecnologia/sistemas, pessoal, equipamentos, etc. – saúde e previdência, remuneração, direitos, bem como quanto às oportunidades no tocante à carreira e ascensão funcional.


Mais uma vez se faz necessário abordar o assunto em caráter de exposição e de cobrança para a reversão. Isto porque o Banco, ao contrário de cumprir o referido princípio, prefere remar em seu contrário ao lançar mão de prática discriminatória: ao retomar a política de concorrências internas após um longo recesso, o fez com tratamento diferenciado. Assim, aprovou uma proposta de ação administrativa (PAA) estabelecendo que o funcionário lotado em agência deva se submeter a processos somente no âmbito da superintendência regional à qual está vinculado, enquanto que quem é lotado em unidade da direção geral poderá fazê-lo para qualquer área. Infelizmente tal descompasso já se faz refletir em processo iniciado essa semana, para funções na direção geral, com a exclusão do pessoal das agências.


É preciso dar uma guinada positiva nesse diapasão! É essencial a adoção de políticas que possam efetivamente proporcionar a coesão na perspectiva permanente do fortalecimento do BNB e dos seus instrumentos de crédito; do adequado cumprimento da missão do Banco, do reconhecimento e valorização dos recursos humanos na sua integralidade. E é bem diferente do que está sendo direcionado, que só aponta para a discriminação, desestímulo, desagregação, diáspora e desarmonia entre profissionais da mesma instituição, que têm vínculo de emprego decorrente do mesmo critério, ou seja, por meio de concurso. A isonomia de tratamento é, portanto, fundamental nesta perspectiva. É urgente, pois, a reversão da medida!


A AFBNB já manifestou entendimento contrário à recente decisão sobre as concorrências internas durante reunião com o presidente do Banco, ocorrida no último dia 8 de janeiro, a qual contou com diretores da instituição. (veja matéria aqui) Na oportunidade formalizou pedido de reunião com a diretoria de administração para tratar deste e de outros assuntos, também urgentes, no sentido de se corrigir rumos e estabelecer uma política verdadeiramente humana em termos de recursos humanos no Banco do Nordeste do Brasil. (Acesse o ofício aqui)


Veja abaixo abordagens anteriores sobre isonomia


 


 


Não à discriminação!


Por isonomia de tratamento!


Gestão Unidade e Luta


A AFBNB firme, com resistência e autonomia.


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