Equipe de Haddad avalia ajuste fiscal de R$ 223 bilhões em 2023

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O Ministério da Fazenda estuda um plano de ajuste fiscal de mais de R$ 200 bilhões para tentar diminuir o rombo nas contas públicas deste ano. O projeto foi revelado “sem querer” quando imprensa foi chamada para registrar a primeira reunião oficial de Fernando Haddad com o seu secretariado. O slide projetado no telão mostrava o estudo.

Integrantes da Fazenda confirmaram à CNN que a medida foi, de fato, discutida nesta terça-feira em meio a outras possibilidades para equilibrar os gastos e as despesas do governo. Esse não é, portanto, um plano terminativo.

“Não são uma ou duas medidas que vão conseguir reverter um buraco tão grande. São várias frentes a serem abordadas e cada frente é uma batalha diferente. O slide fala em R$ 40 bilhões de corte de despesas. Se esse valor de corte for mesmo o necessário, por que foi aprovada uma PEC tão grande? Poderia ter sido aprovada uma PEC mais focada no Bolsa Família, naqueles programas mais emergenciais e não uma PEC de quase R$ 200 bilhões. O governo patrocinou esse aumento de despesa e agora fica difícil voltar atrás”.

Sobre o aumento de receitas previsto pela Fazenda, Megale destaca que muitas das projeções são pontuais e não apresentam respostas a longo prazo.

“Essa retomada dos fundos privados do PIS/Pasep para o Tesouro dá um alívio temporário, mas não é recorrente. A preocupação não é fechar o buraco em 2023, a preocupação é com a dinâmica fiscal ao longo dos anos. Propostas que arrumam dinheiro para este ano, sem equilíbrios permanentes, ajudam um pouco, mas não dão a resposta mais importante que é a estabilização da dívida”, avaliou o economista.

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