Lucros altos não impedem demissões nos bancos

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Em situação financeira de dar inveja a qualquer brasileiro que está longe do seleto rol dos bilionários, os grandes bancos têm demitido sem pena durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. As empresas descumprem o acordo firmado de não realizar desligamentos no período da crise sanitária.

O movimento sindical tem protestado de forma contundente. No Brasil, as empresas têm aval de Bolsonaro, que sempre mostrou falta de consideração com os trabalhadores. Em outros países, durante a pandemia, os governos não deixam que as empresas lucrativas demitam.

No Brasil é bem diferente. Somente o Santander demitiu mais de 1 mil bancários. O Itaú já realizou 400 desligamentos e agora o Bradesco já começou a dispensar funcionários também.
As cifras bilionárias mostram que os bancos, diferentemente de muitas empresas que enfrentam dificuldades na pandemia, não foram atingidos pela crise. O Bradesco é a companhia aberta com os maiores lucros da América Latina no primeiro semestre. Foram mais de R$ 7 bilhões no período.

O Itaú é outro gigante. Tem a marca mais valiosa do país, avaliada em R$ 24,5 bilhões. O Santander não fica por baixo. A lucratividade do banco no Brasil representa 32% de todo o lucro mundial. A empresa fez uma reserva de R$ 10,4 bilhões para cobrir possíveis calotes que reduziu os ganhos de R$ 7,749 bilhões para R$ 5,989 bilhões. Sem as provisões para créditos de liquidação duvidosa, a queda no lucro viraria crescimento de 8,8%.

Inconformado com a atitude cruel dos bancos, o Sindicato dos Bancários da Bahia cobra a suspensão das demissões e integra as campanhas nacionais que denunciam a quebra de compromisso da empresas em não demitir.

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