Marcos Holanda. Aplicação em outros fins é um risco para a região

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A retirada dos recursos do FNE para o Fies tem de ser repensada. Sem as condições necessárias ao desenvolvimento da infraestrutura das regiões, o capital humano migraria para o eixo Sul-Sudeste. Essa é uma das preocupações do economista Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste (BNB). “Há um risco em não financiar a infraestrutura e inovação do setor produtivo. Uma fábrica ou estrada permanece no Nordeste. O capital humano é móvel. Se não tiver essa base, estaremos acentuando a exportação de talentos”.


Ele afirma não haver sentido em dividir os recursos ou repassar o controle para outras instituições bancárias. E reafirma que o FNE vive um período de sustentabilidade. “Não vejo sentido (em dividir com outros bancos). O BNB tem trabalhado de maneira preponderante, aplicando de forma equalizada os recursos e reduzindo ao longo do tempo a inadimplência.


Hoje, no orçamento do FNE, entra mais dinheiro do pagamento de empréstimos passados que dinheiro novo advindo de impostos”.


Também ressalta o conhecimento que o BNB possui sobre a região Nordeste. “Por que outros bancos vão fazer melhor que o BNB? Todo dia mostramos os resultados para evitar questionamentos como esses. Por exemplo: as instituições falam em microcrédito. Hoje financiamos 60% para micro e pequenas empresas, enquanto o BNDES emprestou 80% dos recursos para grandes”.


Segundo o BNB, os recursos do FNE somam R$ 26,1 bilhões – sendo R$ 14,7 bilhões para o setor produtivo (indústria, agricultura, pecuária, comércio e serviços) e R$ 11,4 bilhões para infraestrutura. 


Source: SAIU NA IMPRENSA – 300

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