No dia internacional das mulheres, a luta deve ser coletiva!

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Apesar dos feeds das redes sociais se encherem de flores, corações e recados carinhosos dirigidos às mulheres por ocasião da data, o 8 de março traz em seu DNA a luta e a resistência de milhares de mulheres em todo o mundo por igualdade de oportunidades, respeito e liberdade.

Em que pese as inúmeras conquistas e direitos obtidos a duras penas até aqui, hoje não é dia de festa, mas de reflexão sobre o quanto ainda precisamos avançar e evoluir enquanto seres humanos para que a desigualdade que separa homens e mulheres (e entre as mulheres, as pretas e pardas das brancas) seja superada.

Segundo pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada na semana passada, todas as formas de violência contra a mulher aumentaram no Brasil em 2022. Uma em cada três mulheres viveu algum episódio de violência com o parceiro, número superior à média global de 27%, de acordo com pesquisa da OMS realizada em 2021. Se incluir entre as violências a psicológica esse número sobe para 43% das brasileiras. No ano passado, o país teve ao menos 1 caso de feminicídio por dia!

Reconhecer essas violências é o primeiro passo. Nomeá-las é fundamental também. Para se ter ideia, no Brasil, apenas em 2015 o crime de feminicídio foi definido legalmente com a entrada em vigor da Lei nº 13.104 em 2015, que alterou o art. 121 do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940).

Antes de levar a vida, muitas vezes o machismo leva a dignidade, com microviolências cotidianas, silenciamentos, desvalorizações que minam a autoestima e confiança, seja no ambiente doméstico ou no trabalho, inclusive no âmbito do Banco do Nordeste, onde casos de assédio de toda natureza são relatados à AFBNB.

As mulheres vêm resistindo, da maneira que podem, enfrentando salários desiguais, jornadas desiguais, responsabilidades desiguais. Tendo de lidar com preconceitos, estereótipos e imposições ligadas ao corpo. Mas é preciso mais do que resistir! É urgente que se supere o atual modelo que oprime e objetifica mulheres numa verdadeira pactuação pela vida de todas! E isso é tarefa coletiva, que deve ser acolhida por cada uma e por todas as pessoas.

Hoje, amanhã, todo dia, o que as mulheres querem é liberdade, respeito, dignidade em todas as situações!

A todas as mulheres trabalhadoras, em especial às do BNB, nosso reconhecimento e afeto!

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