O BNB é um Banco de desenvolvimento!

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No dia 14 de agosto, as páginas de economia dos jornais se dedicaram a noticiar o lucro dos bancos. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o balanço financeiro do primeiro semestre deste ano somou R$ 158,1 milhões, tendo sido 51,5% menor que o mesmo período do ano passado. Em compensação, houve um crescimento de 26,5% nas operações de crédito  em relação ao mesmo período de 2014.


Segundo informações publicadas no jornal O Povo (http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2015/08/14/noticiasjornaleconomia,3486468/empresas-de-ate-pequeno-medio-porte-contratam-65-do-fne.shtml), as categorias mini, micro, pequeno e pequeno-médio porte, rurais e urbanas foram responsáveis pela contratação de 65% de todos os recursos do FNE.


O jornal Diário do Nordeste atribuiu esse resultado do BNB à crise política e econômica, o que para a AFBNB não se justifica, não sendo aplicável, principalmente pelo incremento das operações de crédito. Se o argumento da crise fosse parâmetro para justificar, os demais bancos teriam seguido o mesmo rumo, mas não foi isso o que se viu: o Banco do Brasil, por exemplo, apresentou um lucro astronômico,  cerca de 60% a mais que no mesmo período do ano passado. A questão reside na natureza dos negócios, essência, impacto e missão que essas empresas cumprem na economia do país.


O BNB não é uma instituição financeira como as demais, cuja atividade fim é o lucro iminente, rápido, fácil, peculiar do sistema, ou seja, “o lucro pelo lucro”. No Banco do Nordeste do Brasil, o resultado de agora só reforça a tese defendida pela AFBNB, corretíssima, de que o Banco não tem como, e não deve ser avaliado pelo lucro, sobretudo na ordem vigente da financeirização do Capital, ou seja, da seara especulativa, do crédito rápido. Da forma como prevalece no nosso sistema financeiro, a importante função social desempenhada pelo Banco do Nordeste do Brasil não é valorizada.


A finalidade do BNB é o desenvolvimento, o fomento às atividades produtivas, com crédito especializado, de longo prazo, cumprindo, sobretudo, prerrogativas constitucionais que nortearam a sua criação 63 anos atrás, e que continuam a pautar a sua atuação. Nesse sentido, os dados de agora não podem ser analisados unicamente sob a ótica do mercado, mas sim avaliada mais a fundo, observando se os recursos foram aplicados em crédito qualificado, de longo prazo e se isso tem e terá reflexos positivos na Região.


O olhar simplista sobre o BNB, apenas sob o ponto de vista do seu resultado financeiro, demonstra no mínimo uma incompreensão quanto à natureza e a razão de ser da Instituição, além de representar uma temeridade quanto a teses desastrosas bem presentes, de ataques, ameaças e desqualificação dos recursos humanos. Contra isso a Associação está de prontidão e sempre se manifestará a favor das instituições de desenvolvimento.


Por um BNB forte!


Por um Nordeste melhor!


Pela valorização dos trabalhadores!


 


Gestão Autonomia e Luta


A AFBNB ao lado dos trabalhadores


 


Source: Notícias – 600

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