Petroleiros aprovam greve por prazo indeterminado a partir de sábado (1º)

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Os trabalhadores da Petrobras aprovaram o início de uma greve por tempo indeterminado a partir da 0h do próximo sábado (1º). Os sindicatos que representam os petroleiros encerraram, na última terça-feira (28), uma rodada de consultas às bases através de assembleias.

Na pauta, estão o repúdio às demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por parte da empresa, cuja direção já foi informada da decisão dos trabalhadores.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que congrega diversos sindicatos, o abastecimento à população dos produtos derivados do petróleo não será afetado.

Em comunicado, a FUP afirma que as demissões no sistema Petrobras têm como causa as “privatizações e o fechamento de unidades”, medidas que ferem os acordos trabalhistas estabelecidos entre a companhia e os trabalhadores.

“O ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato. A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobras anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária”, afirma a Federação.

Além disso, os petroleiros afirmam que há em curso um desmonte da estatal que impacta diretamente no dinamismo da economia brasileira e na vida da população: “Os gestores alteraram não só a forma de reajuste dos preços dos derivados, como colocaram à venda oito refinarias, 13 terminais marítimos e terrestres, 2.226 quilômetros de dutos e ainda privatizaram as distribuidoras de combustíveis. A população está refém do sobe e desce do mercado e exposta às crises internacionais”.

Nos 13 sindicatos que representam a categoria em diversos estados do País, o indicativo de paralisação das atividades teve maioria.

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