Profª. Juliana Teixeira relaciona privatizações e perdas de patrimônio público com o aumento da dívida – Painel 6 do Seminário Nacional da ACD

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Com o tema “Privatizações justificadas na necessidade de pagar a dívida pública: perda de patrimônio público e a dívida só cresce”, a professora Juliana Teixeira foi a segunda palestrante do Painel 6 do Seminário Nacional da ACD. De acordo com a professora, as privatizações afetam diretamente a vida das pessoas, e estão vinculadas aos planos de ajuste fiscal, implementados para pagar a dívida pública, e vêm acompanhadas de retirada de direitos, demissões e cortes de salários.

Segundo ela, o debate sobre a dívida pública está no centro de muitas crises na história financeira, e coloca uma série de questões que deveriam ser formuladas em relação a esse processo. Atualmente, fala-se em super endividamento, não só no Brasil mas em vários países que aplicaram as políticas de ajuste fiscal. A dívida é o argumento principal para implementar esses projetos de privatizações, terceirizações, Reforma da Previdência, entre outros.

A professora falou da reestruturação produtiva, desde os anos 1970, para entender as etapas de financeirização no mercado internacional financeiro e sua relação com a dívida pública. Mencionou a transformação do mercado internacional, citando o golpe monetário que acabou com a paridade do dólar ao ouro em 1971, deixando o dólar sem lastro. Aquela crise foi passada como “crise do petróleo”, mas foi um golpe monetário, esclarece. “O momento de criação do capital fictício é bem caracterizado pelo surgimento de fundos de investimento e fundos de pensão, a exemplo da criação do Funpresp e da privatização praticamente total da Previdência, possibilitando o crescimento de corretoras e seguradoras”, citou a Professora Juliana, com várias alterações estatais, legais e jurídicas trabalhistas, de onde vêm as terceirizações. Essa reestruturação produtiva mudou as relações existentes entre capital e trabalho, beneficiando as finanças e o capital propriedade. As reduções de postos de trabalho, precarização das condições laborais, as reformas previdenciárias e trabalhistas, a EC-95, a independência do Banco Central e diversas medidas aprovadas, sob o argumento de aumento de produtividade e competitividades, entre outros, são decorrentes da expansão e transformação do capital no mundo.

Acompanhe o painel na íntegra:

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