Salário mínimo deveria ser de R$ 5.997,14

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Sem ganho real durante o governo Bolsonaro, o salário mínimo está cada vez mais distante de suprir as necessidades dos brasileiros. Em janeiro ele deveria ser de R$ 5.997,14 para atender a uma família com dois adultos e uma criança. O valor é 4,95 vezes maior que o piso nacional vigente, que é de R$ 1.212.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta segunda-feira (7/2), pelo Dieese. O levantamento é feito mensalmente e estima qual seria o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

No primeiro mês de 2022, os preços médios da cesta básica aumentaram em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Em nove cidades, a alta acumulada em 12 meses supera os 10% (em um caso, os 20%) e chega a comprometer mais de 60% do salário mínimo líquido. Açúcar, batata, café, óleo de soja e tomate foram alguns dos produtos que subiram de preço em janeiro.

Segundo o Dieese, em janeiro só não houve aumento em Porto Alegre (-1,45%). As maiores altas foram registradas em Brasília (6,36%), Aracaju (6,23%), João Pessoa (5,45%), Fortaleza (4,89%) e Goiânia (4,63%). A cesta mais cara foi a de São Paulo, com elevação de 3,38%: R$ 713,86.

Em 12 meses, os preços dos produtos da cesta básica subiram em média de 6,79% (Florianópolis) a 21,25% (Natal). Também ficam acima dos dois dígitos em Salvador (10,45%), Belém (11,17%), Aracaju (12,64%), Curitiba (13,73%), Fortaleza (13,96%), Campo Grande (14,08%), João Pessoa (14,15%) e Recife (14,52%). A cesta aumentou 9,13% em São Paulo e 7,58% no Rio de Janeiro.

Apesar disso, o governo reajustou o salário mínimo em apenas 10,02%.

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