Ultraliberalismo atinge em cheio os mais pobres

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A necropolítica ultraliberal imposta pelo governo Bolsonaro castiga os brasileiros mais carentes. Dos 3,7 milhões de trabalhadores desempregados há mais de dois anos, 2,9 milhões – ou 81% – são das classes D e E (famílias com renda mensal de até R$ 2,8 mil), aponta levantamento da Tendências Consultoria Integrada.

A tragédia é resultado do Teto de Gastos, que reduz investimentos em áreas importantes, e da nefasta condução da economia desde o golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, ou seja, do governo Temer. Jair Bolsonaro agravou consideravelmente o problema.

Além do desemprego, a população mais pobre tem de sobreviver em um país com inflação descontrolada, reajustes constantes dos combustíveis e, consequentemente, dos produtos básicos para se manter, como os alimentos. Não à toa a fome voltou e atinge cerca de 20 milhões de pessoas. Outras 116 milhões vivem em insegurança alimentar.

O cenário podia ser outro, mesmo com a pandemia. Mas o governo Bolsonaro impede que estatais, como a Petrobras, sejam utilizadas como indutoras do crescimento com geração plena de emprego. Ao invés disso, prioriza o lucro e a distribuição de dividendos aos acionistas estrangeiros. Para se ter ideia, recentemente os investidores da Petrobras embolsaram R$ 101 bilhões em dividendos, relativos aos resultados de 2021.

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