AFBNB se reúne com Camed para discutir aumento do fundo de proteção financeira  

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A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) se reuniu na manhã de ontem (17/1) com a direção da Camed para tratar do aumento do limite para o fundo de proteção financeira cujo reajuste será de 100%, passando de R$2.500 para R$5.000 este ano. A reunião havia sido solicitada nesta semana tão logo a notícia do aumento foi divulgada.

Participaram da reunião pela AFBNB a diretora-presidente Rita Josina Feitosa e o diretor administrativo Assis Araújo; pela Camed o Presidente da Caixa Médica Agenor Paulino Trindade, a diretora de Promoção e Assistência à Saúde, Emanuella Faheina, o diretor administrativo e financeiro Mário Hermógenes e a ouvidora Luiza Barbosa.

De acordo com os diretores da Camed a discussão que resultou no atual reajuste do fundo de proteção passou por grandes estudos e debates sobre o orçamento da Caixa Médica para 2024 e chegaram à proposta atual após simulações de inúmeros cenários que pudessem não onerar sobremaneira os beneficiários e nem prejudicar a sustentabilidade da Camed.

Os dirigentes da AFBNB pontuaram que o alto percentual do reajuste estabelecido para o fundo, somado ao reajuste do plano em si, representa um percentual exorbitante que pode dificultar e até inviabilizar os cuidados com a saúde dos trabalhadores e de suas famílias, podendo adiar ou até mesmo agravar quadros diante da realidade de grande endividamento resultante de inúmeros fatores.

A AFBNB enviou ofício ao Conselho Deliberativo da Camed solicitando o reexame e a reconsideração da decisão que estabeleceu o aumento do fundo de participação, embasada no artigo 51 do Estatuto Social da Caixa Médica, o qual assegura recurso por parte dos associados ao Conselho Deliberativo.

Para Rita Josina, “um aumento dessa natureza pesa no bolso do trabalhador que passa pelo desafio do adoecimento e precisa ser discutido com outras alternativas que priorizem a saúde financeira dos beneficiários, sem prejudicar a Camed. Seguiremos dialogando,  acompanhando o assunto e cobrando do Banco a coerência  com a saúde do trabalhador”.

3 COMENTÁRIOS

  1. Tenho meus genitores no Plano da CAMED Saúde; eles são meus dependentes desde 1991, salvo engano. Estando eles com 96 e 94 anos, já me vejo em situação bastante agravada no que se refere às minhas condições de mantê-los no Plano Família. Perder esse serviço de saúde equivale a que eles percam suas próprias vidas.

  2. Os meus parabéns a AFBNB!
    Estas iniciativas são muito importantes para nós beneficiários da CAMED, principalmente em épocas pós pandemina, onde medicamentos, aparelhos e procedimentos médicos são frequentemente reajustados frente a demanda exacerbada, devido as sequelas deixadas pela doença.

    Nesta mesma direção, aditivamente a iniciativa em pauta, sugiro acrescentar ao ofício um requerimento para também realizarem a correção da tabela de auxílios para aquisição/aluguel de aparelhos e objetos com finalidade médica, considerando que a última apresentada pela CAMED contém preços corrigidos até 2022, portanto, já defasados.

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