Basta de ataque aos trabalhadores!

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A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) é uma entidade nascida no esteio da redemocratização brasileira e há 30 anos vem cumprindo com coerência e transparência sua missão de contribuir para a redução das desigualdades entre as regiões brasileiras, fortalecer o BNB enquanto instituição indutora de desenvolvimento e lutar pela valorização dos trabalhadores.


A atuação da entidade é nacional e por várias vezes coube à Associação assumir papel protagonista em grandes embates envolvendo a região, a exemplo da inclusão na Constituição Federal do artigo que cria os fundos constitucionais de desenvolvimento (FNO, FCO e FNE), nos debates em torno da lei de recriação da Sudene, e mais recentemente da inclusão – e posterior retirada, após muita mobilização – dos Fundos Constitucionais na Desvinculação de Receitas da União (DRU).


Como parte de nossa estratégia de ação, mantemos interlocução permanente com parlamentares, sobretudo os da Bancada Nordestina, por meio de uma agenda institucional periódica em Brasília.


Nos últimos meses, diante de medidas de ajuste fiscal que vão contra os interesses dos trabalhadores e da sociedade, a Associação incluiu em sua pauta de debates a luta contrária ao PLS 555 – que precariza a gestão das empresas públicas e estatais, sendo um passo para a privatização – e ao PLS 131, que favorece a partilha da exploração do pré-sal. Ambos os projetos atentam contra os trabalhadores e contra o próprio país e daí a necessidade de ações que agreguem o maior número de entidades/pessoas.


Da mesma forma, consideramos de extrema relevância que todos se juntem a nós em uma bandeira importante: contra a elevação na taxa de juros dos Fundos Constitucionais para as operações não rurais, promovida pela Resolução 4.452/2015 do Conselho Monetário Nacional (CMN). A decisão é um ataque direto às regiões da área de aplicação dos fundos constitucionais e uma brecha para que procedimentos semelhantes sejam adotados para outros setores, inclusive ao setor agrícola, quando do Plano Safra e do Plano Agrícola e Pecuário.


A elevação dos juros do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) afeta a região de diferentes maneiras e a repercussão é em série: setor produtivo, instituições de desenvolvimento, região de modo geral e o próprio instrumento FNE. Isso porque se o diferencial de um banco de desenvolvimento, a exemplo do BNB, é justamente ter crédito em condições diferenciadas, conforme determina a Constituição Federal, isso é completamente ignorado com a permanência da Resolução.


Além disso, o crédito do BNB, que é de longo prazo e de fomento, não pode ser referenciado pelo mercado. Com os juros em patamares elevados, a tomada do crédito tende a se retrair. Assim, perde a Região, perde a sociedade, perde o Brasil.


Por avanço na política de desenvolvimento regional!


Pelo fortalecimento dos Fundos Constitucionais e das instituições de desenvolvimento!

Pela valorização dos trabalhadores!


A AFBNB ao lado dos trabalhadores


Gestão Autonomia e Luta


 


Source: Notícias – 400

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