Campanha salarial: bancários têm muitos desafios

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Como a inflação só tem aumentado e dificulta ainda mais as negociações coletivas, os bancários devem lutar junto aos sindicatos para se preparem para os desafios da campanha salarial deste ano. A mobilização da categoria tem que ser firme para garantir bons resultados, porque os acordos salariais têm ficado abaixo da inflação em 2022.

Prova disso é que dos 119 reajustes com data-base em fevereiro, 60,5% ficaram abaixo da variação acumulada do INPC-IBGE. Além disso, outros 15,1% tiveram índice equivalente ao da inflação e apenas 24,4% conseguiram aumento real, segundo o Dieese.

Não é novidade que os bancários devem enfrentar uma campanha difícil, que vai sofrer com os efeitos da inflação alta e também com a disputa gerada pelas eleições de outubro próximo. Ainda mais que os bancos públicos – BB, Caixa e BNB – participam da mesa unificada de negociação.

Mobilização
Mesmo obtendo lucros exorbitantes, os bancos devem usar a inflação como desculpa para não liberar um reajuste justo para a categoria. A mobilização tem de ser grande e com participação massiva dos trabalhadores. Por isso, o início das atividades da campanha foi antecipado para maio com as conferências regionais.

No dia 14 de maio será a etapa da Bahia e Sergipe. Já entre os dias 3 e 5 de junho acontece a Conferência Nacional dos Bancários e na semana seguinte as assembleias para aprovação na pauta de reivindicações. A atual CCT (Convenção Coletiva da Trabalho) perde a validade de 31 de agosto. Os representantes dos bancários terão tempo hábil para concluir as negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

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