Não ao desmonte! Em defesa do BNB e da sua missão desenvolvimentista!

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Veicula na imprensa matéria dando conta de que o Ministro da Economia afirmou reconhecer que as indicações políticas continuarão a influenciar no Banco do Nordeste do Brasil – BNB. A medida, per si, não constitui dano algum, uma vez que a mudança de titulares das pastas não traduz desconstrução. Muito pelo contrário: presume-se que seja por trâmite normal, para continuidade de processos corretos em andamento e/ou mesmo para a superação de eventuais problemas inadequados, todavia sem relação com os objetivos e razão de ser da existência do órgão. É, pois, uma cultura peculiar do Brasil no âmbito dos órgãos públicos.

O problema é que nem sempre isto ocorre dentro das condições normais de “temperatura e pressão” da boa administração pública, considerando para tal os regramentos ou normativos legais. Pelo menos é o que os fatos, recorrentes, têm testemunhado.

As mudanças ocorrem tão somente por influência e por interesse de “caciques da política” partidária, sejam detentores de mandatos, sejam dirigentes de partidos políticos. É uma prática de se lamentar! E muito! Mas também de se denunciar e de se insurgir contra.

Um órgão de desenvolvimento, de histórico e trajetória incontestáveis como é o caso do BNB, que conta com um corpo técnico de trabalhadores capacitados e dedicados não merece tamanho ataque e desrespeito! Trata-se de um comportamento atávico que, ao contrário de melhorias, da continuidade dos processos e da necessária harmonia no clima organizacional (tão abalado pela inobservância das instâncias de governança corporativa constituídas para a “tomada de decisões” e das ferramentas voltadas para a política de Recursos Humanos, sobretudo em relação a concorrências internas), gera desajustes em todos os sentidos, risco aos negócios, descrédito, desmonte… Tudo isto concomitante à temeridade ocasionada pelas futricas na mídia – exposição do Banco – pelo constante vazamento de informações estratégicas internas, flagrante ato de improbidade administrativa, o que deve ser isenta e rigorosamente investigado.

É inadmissível conviver com tal descalabro, onde pastas estratégicas de comando são tocadas (e trocadas) sistematicamente de forma provisória ou como “exército de reserva” – como algo do tipo “ou dá conta do recado ou pega o beco logo”. Pelo menos é o que se pode concluir do modelo levado a efeito ultimamente, fato confessado pelo Ministro, conforme consta de matéria na imprensa como sendo afirmação sua.

Obviamente que, em assim sendo, traduzido está que se configura uma política de governo, instância a qual mais uma vez a AFBNB manifesta seu veementemente repúdio por tal tratamento; por diminuir o papel social do BNB, por desrespeitar os trabalhadores da instituição e a própria sociedade. Trata-se, portanto, de sobreposição destes elementos, por fazerem do Banco um mero instrumento da barganha politiqueira pelo seus interesses mesquinhos e imediatos.

O BNB é bem maior do que essa baixaria e os que assim procedem sabem disso! Apenas não cumprem o correto; agem dessa forma pela consciência da tranquilidade e normalidade em fazê-lo. Triste e lamentável!

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