Fenaban não avança no debate sobre saúde

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Acabou sem avanços a rodada de negociação desta terça-feira (11/8), em que o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban discutiram as questões sobre saúde e condições de trabalho da categoria.

Segundo o representante da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe na reunião Célio Pereira, o encontro foi tenso, pois enquanto o Comando apresentou as várias demandas para garantir a saúde e melhores condições de vida para os trabalhadores, os bancos propuseram a retirada de direitos.

“Ficamos assustados quando os bancos discutiram a possibilidade de retirar direitos e mexer em cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho. Eles querem mexer, por exemplo, na cláusula 29, reduzindo de 24 para 12 meses a complementação salarial dos afastados por motivos de saúde. Propuseram reduzir também de 120 para 90 dias, a questão do limbo, que é quando o trabalhador espera o auxílio do INSS. A postura da Fenaban nos preocupa, principalmente, neste momento de pandemia, quando estamos discutindo vidas e a questão da saúde se torna ainda mais importante” , enfatizou.

Outra coisa que chamou atenção do Comando, foi o entendimento dos bancos de que as metas não adoecem e que eles têm a intenção de estabelecer um ranking positivo dos funcionários. Um absurdo, pois diversos estudos já mostraram que este é um dos principais motivos de adoecimento mental na categoria.

O ponto positivo da reunião foi a concordância da Fenaban, com o pedido do Comando para que não haja relaxamento das medidas e protocolos de prevenção ao Covid – 19 nas agências e outros locais de trabalho.

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