Moções de repúdio aprovadas pelos trabalhadores são enviadas a parlamentares

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A Associação dos Funcionários do BNB encaminhou na última quarta-feira (dia 14) as duas moções de repúdio deliberadas e aprovadas na 50ª Reunião do Conselho de Representantes, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, relacionadas à maneira como temas relevantes de interesse dos trabalhadores e da região estão sendo tratadas.


As moções abordam a MP 733/2016, que trata da renegociação de dívidas dos pequenos agricultores e do PLP 257/2016 e a PEC 241/2016, os quais sob pretexto de um ajuste fiscal visam de fato a resgatar o projeto de estado mínimo, de caráter neoliberal, que importam, entre outras coisas, em redução de benefícios, destituição de direitos no mundo do trabalho e precarização nos mecanismos de proteção e assistência social.


Confira o teor do documento enviado aos parlamentares na íntegra, abaixo:


Excelentíssimo Senhor Deputado,


A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) é uma entidade representativa surgida no esteio da redemocratização brasileira que há 30 anos luta pela ampliação e garantia dos direitos dos trabalhadores, pela valorização e fortalecimento do BNB enquanto instituição de desenvolvimento e pela redução das desigualdades regionais. Sediada em Fortaleza (CE), mas com atuação nacional, a entidade representa mais de 5 mil associados – da ativa e aposentados – do Banco do Nordeste do Brasil e investe em diversas frentes de articulação e mobilização, junto a diferentes segmentos da sociedade, como parlamentares, sociedade civil organizada e instituições afins.


Nos últimos dias 2 e 3 de setembro, a AFBNB realizou um congresso que reuniu mais de uma centena de funcionários eleitos por seus pares para representá-los junto à Associação, em um encontro deliberativo e participativo denominado Reunião do Conselho de Representantes, na cidade de Salvador, sendo a 50ª edição.


Durante o encontro foram aprovadas duas moções de repúdio relacionadas à maneira como temas relevantes de interesse dos trabalhadores e da região – MP 733/2016, que trata da renegociação de dívidas dos pequenos agricultores; o PLP 257/2016 e a PEC 241/2016, os quais sob pretexto de um ajuste fiscal visam de fato a resgatar o projeto de estado mínimo, de caráter neoliberal, que importam, entre outras coisas, em redução de benefícios, destituição de direitos no mundo do trabalho e precarização nos mecanismos de proteção e assistência social.


Encaminhamos ambas as moções a Vossa Excelência, para conhecimento e a fim de que possam ser considerados quando de seu posicionamento acerca das questões tratadas.


Respeitosamente,
A Diretoria da AFBNB


 


Moção de repúdio


Os representantes da AFBNB, reunidos em Salvador da 50ª RCR repudiam o não acatamento de várias emendas parlamentares apresentadas por deputados comprometidos com os pequenos agricultores nordestinos à MP 733/2016, renegociação das dívidas rurais  e remissão total de dívidas com saldo devedor até 10 mil reais, proposição amplamente discutida e consensuada pelo Governo, parlamento e secretaria do tesouro nacional , assim como com a sociedade em audiências públicas e consolidada pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), no âmbito do processo de apresentação e aprovação da medida provisória MP 707/2015, infelizmente vetada pelo atual ocupante do Palácio do Planalto, importando aos pequenos agricultores o ônus da crise econômica brasileira.


Conclamamos a todos a se manifestarem contra essa posição retrógrada e danosa à região Nordeste encaminhando mensagens dos parlamentares da bancada nordestina.


 


Moção de repúdio


Os representantes da AFBNB, reunidos em Salvador (BA), na 50ª RCR repudiam os ataques desferidos direta e indiretamente pelo governo que atualmente ocupa o Palácio do Planalto , por meio de projetos regressivos, como o PLP 257/2016 e a PEC 241/2016, os quais sob pretexto de um ajuste fiscal visam de fato a resgatar o projeto de estado mínimo, de caráter neoliberal, que importam, entre outras coisas, em redução de benefícios, destituição de direitos no mundo do trabalho e precarização nos mecanismos de proteção e assistência social.


 


 


 


Source: Notícias – 300

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