Política de Saúde Financeira é assunto de ofício enviado pela AFBNB ao Banco

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Preocupada com a situação de endividamento dos trabalhadores do BNB, da ativa e aposentados, a AFBNB reencaminhou no último dia 2 de dezembro ofício à Presidência do BNB no qual constam sugestões que visam contribuir para  a reorganização financeira até que seja elaborada uma política de saúde financeira robusta e eficaz.

Confira abaixo o ofício na íntegra:

AFBNB 2022/092

Fortaleza-CE, 02 de dezembro de 2022

 Ao Senhor
José Gomes da Costa
Presidente
Banco do Nordeste do Brasil S.A.
Nesta

 Assunto: Proposta de Política de Saúde Financeira

 Prezado Presidente,

 Em referência à carta AFBNB 2022/064, de 10/10/2022, na qual a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) expressa a preocupação em torno do nível de endividamento dos trabalhadores do BNB, tanto da ativa quanto aposentados, com impacto também resultante da depreciação econômica de suas famílias a partir do início da pandemia e que se estende até os dias de hoje, apresentamos as presentes considerações.

 A Associação vem nos dois últimos anos em articulação e reuniões com as gestões do Banco/CAPEF buscando alternativas na perspectiva de mitigar o impacto das dívidas, a exemplo das melhorias no EAP e das suspensões de pagamentos de parcelas do CDC e do Empréstimo de Férias.  Apesar disso, persiste na conjuntura econômica atual o impactado de forma contundente na qualidade de vida das famílias brasileiras, em particular no âmbito do BNB, com demandas e necessidades adicionais. Muitas vezes foi necessário recorrer ao endividamento para atender os imprevistos.

 A AFBNB tem recebido relatos de colegas, tanto ativos como aposentados, que estão sendo obrigados a recorrer a fontes de recursos bem mais caras do que as condições que o BNB e Capef podem proporcionar.

 Dessa forma, ratificamos a necessidade de uma política voltada para a saúde financeira, bem como ser imperativo o Banco preocupar-se em proporcionar uma oportunidade de reorganização financeira aos seus funcionários da ativa e aposentados.

 Como ponto de sugestão, a exemplo do que já fora praticado pelo BNB, propomos analisar a viabilidade da substituição de dívidas mais caras por dívidas com um custo mais acessível e que permita uma maior tranquilidade até mesmo para o desempenho de suas funções. Consideramos ainda que não apenas a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos (praticado em políticas mais recentes) seja suficiente, mas uma renegociação que atenda aos pontos, os quais, consideramos fundamentais:

  1. TAXA DE RENEGOCIAÇÃO: As regras atuais de renegociação definem que deverá ser utilizada a taxa atualmente vigente. Caso mantida essa regra, muitos contratos, ao serem renegociados em prazo maior, terão aumento nas parcelas. É preciso retornar a regra que vigia no Banco até 2019 e que permitia a renegociação pela taxa original, a exemplo das renegociações automáticas; 
  1. LIMITE DE SALDO DEVEDOR: Atualmente existem dois limites estabelecidos para o endividamento, a saber: a) margem consignável de 20 ou 30% da renda, conforme o caso; e b) limite de 5 salários ou benefícios para o saldo devedor. Ocorre que este limite do saldo devedor é exageradamente restritivo, ao ponto que muitas vezes o funcionário tem margem consignável sobrando e não tem acesso ao crédito. A título de comparação, a Capef estabelece um limite de 9 salários ou benefícios para o saldo devedor.

 Assim, solicitamos a Vossa Senhoria a apreciação das sugestões que visam a reorganização financeira a ser gestada pelo Banco para os funcionários da ativa e aposentados incluindo essas soluções apresentadas para os dois principais pontos, quais sejam, permitir a renegociação pela taxa original do contrato e a elevação de forma significativa para o limite de crédito.

Atenciosamente,

Rita Josina Feitosa da Silva
Diretora-Presidente

Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB)
Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85 – Benfica
Fortaleza-CE            CEP: 60020-120
Tel.: (85) 3255-7000

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