Reunião reforça o que a AFBNB tem dito há anos: o Banco precisa dar condições para as agências trabalharem

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A AFBNB se reuniu na manhã de ontem (14) com funcionários da agência Montese.  Entre as questões abordadas estavam a reunião com o presidente do Banco, realizada na última segunda-feira (relembre aqui); informaram sobre a próxima Reunião do Conselho de Representantes, sobre as atividades institucionais que a AFBNB desenvolve, especialmente em Brasília; falaram de Camed, PLR mas, sobretudo, ouviram dos funcionários sobre uma realidade que não é muito diferente em outras agências: a falta de condições adequadas ao trabalho.


A agência Montese sofre de superlotação constante, como ocorre em várias outras. Há dias em que mais de 500 clientes se aglomeram a espera do atendimento de um dos quatro caixas, numa situação inaceitável a qualquer instituição, sobretudo a um banco de desenvolvimento. Os riscos diretos dessa situação recaem sobre os funcionários – que são agredidos verbalmente e ameaçados fisicamente; sobre os clientes e sobre a própria instituição Banco do Nordeste do Brasil. “Se somos um banco público, de desenvolvimento, é esse o tratamento que damos aos nossos clientes?”, questiona Rita Josina, diretora-presidente da AFBNB, que esteve na agência com os diretores Assis Araújo e Dorisval de Lima.


Se a situação já está fora de controle, ela tende a piorar com a entrada de vigor da nova regra da Febraban que reduz progressivamente o valor dos boletos que podem ser pagos em bancos/lotéricas, agravado com os problemas de tecnologia. Além disso, medidas provisórias – algumas já aprovadas e outras em tramitação – que flexibilizaram o uso do FNE, a exemplo da MP 785/2017 que autorizou uso de recursos dos Fundos Constitucionais para o FIES – podem gerar novas demandas.


O cerne do problema está no distanciamento entre os processos encaminhados no Banco – sistemas, reestruturações, novos formatos como banco “virtual” – e a realidade na ponta, ou seja, o não envolvimento prévio de quem está nas agências e que só são chamados na hora de implementar e/ou cumprir as decisões. Isso leva a questionamentos, por exemplo, quanto à viabilidade de implantação do Banco Virtual quando ainda há defasagem tecnológica.


Diante dos relatos e das visitas que a AFBNB tem feito às agências, em vários Estados, a Associação solicitará reunião com a Superintendência da área para tratar desses casos, que não são pontuais, mas sim uma realidade na instituição.



 


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