Instabilidade política: a Associação reafirma defesa do BNB e dos trabalhadores

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A repercussão da crise política pela qual passa o Brasil bateu às portas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).  Repercute na imprensa matérias sobre a saída do PMDB da base do Governo e a “devolução” dos cargos ocupados pelo partido, entre eles a presidência do BNB e de outros órgãos.


Consta nos anais da imprensa, que a indicação do atual presidente do BNB foi bancada pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE),  o qual já se manifestou publicamente afirmando que embora os nomes sejam técnicos, “ficava desconfortável o PMDB continuar nesses cargos”. Segundo matéria publicada no último dia 31 de março no jornal O Povo (leia aqui), a assessoria de comunicação do Banco afirma que “não há qualquer sinalização de mudanças”. O presidente, por sua vez, tangenciou afirmando na imprensa que “o cargo é da presidente Dilma Rousseff. Ela nomeia e ela demite”. A afirmação é uma obviedade, naturalmente, mas a articulação para tal é partidária, lamentavelmente!


A AFBNB reafirma que as nomeações para o Banco do Nordeste do Brasil devam atender a um perfil transparente, coerente, autônomo, sendo essa uma das formas de livrar o BNB de situações como a de hoje – e a de tantas outras anteriormente – que fragilizam a instituição, inquietam o corpo funcional e o coloca em uma posição aquém do que deveria estar no cenário nacional. Enfim, urge isentar da instabilidade e da vulnerabilidade que essa cultura política atávica acarreta.


Dessa forma, a Associação repudia mais uma vez a maneira como o BNB vem sendo tratado, a falta de transparência e de seriedade com uma instituição de desenvolvimento. Assim, reitera sua luta pelo fortalecimento do BNB e com seus rumos. O Banco do Nordeste do Brasil não deve ser tratado como moeda de troca da barganha política de quem quer que seja. Deve sim receber o tratamento de uma instituição de desenvolvimento e administradora de recursos públicos na sua área de atuação.


Economista Chefe


E no meio desse turbilhão político, em que cabe ao Governo Federal se manifestar, o presidente – que se pressupõe de “malas prontas” para deixar o cargo, como também veiculado – anunciou a conclusão do processo de seleção para um economista-chefe, o qual tem a prerrogativa de “assessorar o presidente e a alta administração nas decisões do campo econômico e social com reflexos sobre a área de atuação da instituição” – conforme estabelecido na chamada pública. 


Não se propõe aqui entrar no mérito da capacidade do selecionado, mas sim do processo. A Associação enfatiza que o processo não foi previamente discutido e nem assimilado no âmbito da Instituição, e que não se consubstancia enquanto valorização do conjunto de trabalhadores do Banco, especificamente do corpo técnico da Instituição.


Além disso, não se pode depositar em apenas uma área do saber – no caso, a economia – e em um único profissional, o direcionamento de toda uma estratégia de desenvolvimento, pelo fato de que o desenvolvimento que queremos deve contemplar múltiplas facetas: cultural, ambiental, social, política, econômica. 


É difícil acreditar que em meio a um corpo de técnicos qualificados, com experiência e expertise na área, não tenha sido possível selecionar nesse meio um profissional para o desempenho da função. Numa outra compreensão, tal medida desmerece o próprio ETENE, órgão do Banco que preenche todos esses pré-requisitos e que há décadas presta relevante serviço à região e ao Banco nesse mister – conforme já enfatizado pela AFBNB diversas vezes, inclusive na reunião com o presidente (relembre aqui), em cuja oportunidade entregou documento com esse teor e com demais demandas de funcionários do Banco. É preocupante ainda o fato da função ser preenchida, diante de uma conjuntura onde não se tem segurança da permanência do próprio presidente do BNB, mentor e defensor da assessoria economista-chefe.  


AFBNB ao lado dos trabalhadores!


Gestão Autonomia e Luta


Source: Notícias – 400

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